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domingo, 15 de maio de 2016

O jardim secreto de Ana Hickmann: “Um pedaço da minha vida que as pessoas não conheciam”

Aos 35 anos, em seu jardim, a modelo e apresentadora Ana Hickmann não cultivou apenas orquídeas, mas a vontade de trabalhar e ser independente. Ter o seu próprio dinheiro. Pisciana (e simpática), ela acredita que o contato com outras pessoas dignifica a criatividade do homem, tornando-o propenso a ideias extraordinárias. Além das passarelas, ela se divide em cuidar do pequeno Alexandre Júnior, apresentar o Hoje em Dia, da Rede Record e dar corpo a trabalhos autorais, como o My Secret Garden, lançado neste sábado (14), no Showroom Novo século, em Olinda. Em breve passagem pela cidade histórica, ela aproveitou o clima ensolarado para conversar com o Social1.

S1 – Como você analisa a sua trajetória na moda?

Ana – Eu estava com uma amiga, que sentia grande vontade ser modelo, e fiquei para passear um pouco e acompanhar todo o processo – como melhor amiga, claro. Por sorte, acabei ficando, porque a agência das outras meninas pediu para me conhecer também. Eu, nessa época, não tinha book, não tinha nada, pediram para eu ficar de biquíni e fizeram umas polaróides. Em seguida, enviaram para Paulo Borges, da Editora Abril, e, de cara, queriam que eu começasse logo a trabalhar. O que mais me chamou atenção foi essa vontade que eu sempre tive de trabalhar, ser independente, e o fato de eu poder ganhar o meu próprio dinheiro. Foi isso que me fez ficar. Na sequência, eu descobri um amor pela moda muito grande. Desse dia em diante, comecei a viajar o mundo todo. Viajei a Milão, Paris, e morei em Nova York até 2000. A partir de 2004, comecei o meu trabalho na televisão, como colunista de moda, e, no ano seguinte, me tornei apresentadora do Hoje em Dia.

S1 – E como é trabalhar na moda?

Ana – Antes de ser apresentadora de TV, em 2002, eu comecei o meu trabalho com licenciamento, a marca Ana Hickmann. Começou com a companhia de sapato, quando eu trabalhava para a Beira Rio. Giovani Frasson, editor-chefe, fez toda a parte de imagem da Vogue e me convidou para fazer uma coleção, que foi um grande sucesso, e eu vi ali uma oportunidade para novos negócios. Até porque vida de modelo não é pra sempre. É preciso pensar no amanhã, no depois. No ano seguinte, comecei a trabalhar com outro acessório: óculos. A partir disso, vieram biquínis e jeans. A marca sempre foi baseada em licenciamento. No final do ano passado, encerrei o meu contrato de moda que eu tinha com um parceiro e resolvi, atendendo a pedidos e a um sonho meu mesmo, desenvolver um trabalho devidamente autoral. Fui muito bem recebida por pessoas que me viram crescer na moda, como Giovani, e com lojistas que eu sempre trabalhei, as multimarcas, e os showrooms.

S1 – com é a Ana Hickmann da TV e da passarera? Existe diferença?

Ana – Não existe diferença. A mesma mulher que está na televisão é a mesma que está falando com você agora, é quem trabalha no escritório criando as peças, é quem vai apresentar o evento, vai fazer reportagem, a que vai fotografar, que vai à passarela… Eu sempre fui a mesma pessoa. Nunca consegui criar personagens. Acho, inclusive, que isso me aproximou tanto das pessoas, não só na TV, mas também no meu trabalho com licenciamento. Logo quando eu comecei, há um tempo, as pessoas conheciam a modelo Ana Hickmann. Apenas. Então, eu comecei a viajar o Brasil juntamente à Beira Rio para os lançamentos e acabei percebendo que a minha atração era por ficar perto das pessoas. São elas que me ajudam a ter a melhor ideia, a melhor qualidade, o que está certo ou errado, são a minha fonte de inspiração. Eu costumo dizer que a mulher brasileira é o meu carro-chefe em tudo: penso nelas. O nosso País tem uma diversidade muito grande de ideias, e elas [as mulheres] me sustentam com isso.

S1 – O que é o “My Secret Garden”?

Ana – Todas as minhas coleções, quando eu falo de moda, tendência, obviamente, nós buscamos referência nos últimos acontecimentos. Porém, tem coisas que são apostas minhas, como as flores, por exemplo. No verão, eu gosto de trabalhar o colorido. Também gosto de trabalhar com lifestyle, uso a minha própria vida como referência. O My Secret Garden, definitivamente, é o my secret garden. O trabalho exalta a parte da minha casa que eu nunca mostrei a ninguém: o meu orquidário. Inclusive, as pessoas duvidavam quando eu falava que cuidava do meu orquidário, das minhas flores. É um dos meus hobbies, minha terapia. E, pela primeira vez, através dessa coleção de verão, eu estou mostrando o meu jardim secreto. Este projeto, rico em flores e cores, é uma parte da minha vida na qual as pessoas não conheciam.

S1 – Para você, qual o sentido das cores na moda?

Ana – Quando eu analiso as cores, me vem à cabeça: “que cor consegue ressaltar a beleza da mulher?” Neste caso, estamos falando de tom de pele. Nós temos a mulher branca, com a pela mais amarelada ou rosada, a mulata, a índia, a negra, então elas precisam de uma tonalidade que consiga enaltecer essa beleza. Quando eu vou montar a cartela de cores, visualizo essa cor na mulher, tornando-se referência pra mim. A cor tem que vibrar o que as mulheres estão sentindo.

S1 – Próximos projetos…

Ana – Infelizmente, não posso contar o que é, ainda. Porém, está relacionado com esse projeto autoral que eu venho desenvolvendo; ele tem proporcionado algo que eu sempre sonhei na vida: evoluir. Eu trabalho com multimarcas, com pessoas incríveis, mas falta algo, que eu não posso falar.











Fonte : Blog Social 1

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