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sábado, 11 de julho de 2015

“A TV é vitrine, mas minha marca é quem paga a conta", diz Ana Hickmann

Com seu nome estampado em produtos como roupas, semijoias, acessórios, cosméticos e moda praia, a apresentadora fala do sucesso nos negócios e da abertura para o mercado internacional, com sua linha de óculos.

“Nunca imaginei chegar a esse tamanho! Não tinha noção.” É assim que Ana Hickmann, de 34 anos, resume seu lado empresária. Com o fiel escudeiro, o marido Alexandre Corrêa, de 43, com quem tem um filho, Alexandre, de 1, a modelo que se tornou apresentadora de TV viu seu nome se popularizar. Hoje, ela tem milhares de itens com sua marca e a linha de óculos já é internacional: o acessório está em 47 países e, só no ano passado, vendeu 280 mil peças. “Um número que queremos que cresça muito mais. Precisamos de vez atravessar essa fronteira”, diz Alexandre.

Ana lembra que em 2010 fez sua primeira participação numa feira internacional – fora as visitas. “A General Optical (que produz os óculos AH) sempre teve um espaço bem-feito, então fui para a Mido (feira internacional do setor de óculos em Milão). Eles anunciaram minha presença aos clientes dos países com que trabalhavam, prepararam tudo com muita estrutura. E os clientes, que sabiam da modelo que estampava a foto, quiseram me conhecer. A resposta foi ótima! Pessoas do Egito, Polônia, Rússia, Turquia... Todos vinham falar comigo.”

Trajetória 

A presença de Ana nas feiras internacionais para vender seu produto não é surpresa para quem conhece sua trajetória: ela e o marido passavam finais de semana inteiros visitando lojas, quando ela tinha sua linha de sapatos com a Vizzano. A estratégia deu certo – tanto que, em um ano, sua linha chegou a vender 150 mil pares de sapatos. “Em 2002, a Ana já era muito conhecida no exterior. Ela estava fotografando uma campanha para a Vizzano, quando o Giovanni Frasson (hoje do conselho editorial da Vogue Brasil) disse: ‘Você está bem internacionalmente, é capa de revista... Vamos fazer uma linha de calçados’. E lá tudo começou”, conta Alexandre. “Ele foi meu padrinho”, afirma a apresentadora.

Depois disso, a aparição de Ana na TV em 2006, para comentar moda no Tudo a Ver, alavancou as vendas dos produtos e começaram a surgir mais pedidos de licenciamento. E a exposição aumentou muito com o Hoje em Dia e, posteriormente, o Tudo É Possível, aos domingos. Agora ela voltou a apresentar o Hoje em Dia. “A TV é minha maior vitrine e eu amo fazer. Mas a minha marca é quem paga a conta”, diz ela.

Sucesso

Recentemente, Ana recebeu uma oferta de abrir lojas com seu nome e seus produtos no exterior. Mas ela e Alexandre pensam com cuidado na proposta. “Está em negociação. Existe toda uma logística alfandegária, que é muito difícil”, conta ele. “E muitos dos meus produtos são feitos no Brasil. Temos que nos estruturar muito bem. Pode ser protecionismo meu, mas foi assim que fiz aqui: primeiro linhas pequenas, depois fomos crescendo. Prefiro assim. Afinal de contas, meu rosto e meu nome estão lá. E vão cobrar de mim. Sou muito cuidadosa com minha marca”, alega Ana.

Com o sucesso, um problema sério surgiu: a falsificação de óculos. “Tivemos uma apreensão recente de milhares de óculos AH que foram destruídos no Paraguai. E a falsificação foi melhor reprimida lá do que aqui”, diz Alexandre. “Isso me preocupa muito. A gente começou a descobrir a falsificação através de reclamações no SAC. A gente pedia para mandar os tais óculos com defeito com a nota fiscal. E os compradores não só não tinham nota, como rastreávamos o local de compra apontado e era falsificação. Óculos são algo muito sério: dão problemas de saúde, catarata”, afirma ela. O próximo passo, agora, é ter o registro da marca em diversos países e reprimir cada vez mais os produtos pirateados.

“Hoje, temos cerca de 3.550 itens que levam o nome da Ana. Contando que um modelo de óculos é um item, um de blusa é outro...”, contabiliza Alexandre. Ana, por sua vez, garante identificar seus produtos quando anda na rua. E até elogia. “Reconheço os óculos, as bolsas e até um anel. Quando vejo alguém usando, eu cutuco e elogio!”, conta ela.

Fonte : Revista Quem

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