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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ana Hickmann ♥

Em ritimo de Estréia nada melhor que um Entrevista Exclusiva de AH para Revista CARAS :

''É bom ditar tendência, não só na moda, mas na TV também'


















Aos 24 anos, Ana Hickmann mudou radicalmente sua rotina. Estreou como apresentadora de TV em um programa diário, ao vivo e com cerca de 3 horas de duração. Um desafio! Com um formato inovador, o Hoje em Dia conquistou o público, o mercado publicitário e desabrochou uma Ana carismática a todas as classes sociais. Tanto que seus produtos licenciados - lançados em 2002 - cresceram 62% do ano de sua estreia para o seguinte. Apesar do sucesso, o grande volume de trabalho e crises de estresse fizeram a gaúcha repensar seu estilo de vida. ''Acabo trabalhando demais porque amo o que faço. Mas era muito perfeccionista e acabava me estressando mais do que devia.''

Mesmo sem deixar um compromisso de lado - ela deve abrir lojas Ana Hickmann em Portugal -, ela resolveu buscar o equilíbrio. Faz questão de estar em casa até as 21h30 para jantar com o marido, Alexandre Correa, dormir cedo e seguir todos aqueles velhos conselhos sobre saúde e bem-estar. ''Estou com uma dieta mais saudável. Vou seguir as ordens dos meus médicos, comer a cada 3 horas e tudo isso que o povo fala'', diverte-se.

Os dois completam 11 anos de casamento no próximo dia 14 de fevereiro. ''Fora do programa, ele é responsável por tudo que acontece na minha vida'', revela. O segredo do casal? ''A melhor parte é que nos conhecemos bem e tenho muita confiança nele. Sempre queremos fazer as mesmas coisas e deixar de fazer as mesmas coisas. E cada vez isso aumenta mais. Trocamos ideias, opiniões e amadurecemos cada assunto''.

Filhos? Aos 27 anos, Ana ainda tem muita estrada a percorrer antes de aumentar a família. ''Eu não quero ter um filho pra vê-lo só à noite, quando ele estiver dormindo. Pra mim, família é tudo.''


O que você acha de programas que se inspiram no Hoje em Dia para criar seus formatos e quadros?
Acho maravilhoso porque normalmente as pessoas se inspiram em quadros, em formatos que vêm de fora. E é o nosso programa que tem trazido inspiração para os outros. A gente espera que, com os quadros novos, isso continue a acontecer. É bom ditar tendência, não só na moda, mas na TV também. Todo o investimento da Record está sendo valorizado agora.

Você já pensou em fazer um programa sozinha? Já foi sondada pela própria Record?
Na verdade, a casa nunca mencionou e não está nos meus planos pra hoje. O Hoje em Dia é completo e tem espaço pra todo mundo. Você tem quatro pontos de vista diferentes, espelhando o que acontece na casa das pessoas. Eu não tenho vontade de ter um programa solo porque eu me encontro nesse formato.

Qual a melhor e a pior parte de trabalhar com o maridão?
Dentro da Rede Record, ele cuida da parte burocrática, dos contratos. E fora, ele é responsável por tudo que acontece na minha vida. Estamos sempre muito juntos e separados por causa do trabalho. Ele cuida da parte financeira e eu da parte da criação, imagem e marketing.

Qual a melhor parte desta soma?
A melhor parte é que nos conhecemos tão bem... E tenho confiança. Ele me traz grande conhecimento por ter mais experiência. Também pensamos bastante parecido. Sempre queremos fazer ou deixar de fazer as mesmas coisas. O complicado é dividir o trabalho da vida conjugal. Às vezes, digo: 'agora quem está falando é a esposa' ou 'agora quem está falando é a sócia'. Acabamos trazendo coisas do trabalho pra dentro de casa, mas de uma maneira que a gente consegue administrar. Acho importante, independente de trabalhar junto ou não - agora que vamos completar 11 anos de casado - trocar ideias, opiniões e amadurecer cada assunto. Seja familiar ou profissional. É colocar todas as possibilidades a nossa frente e conversar.

Como foram suas férias?
Me desliguei do mundo, nem celular funcionava. Só tinha as revistas semanais e uma televisão. Tenho uma casa no interior de São Paulo e fiquei lá com minha família e amigos. A gente passa o ano correndo, só nesses momentos nós conseguimos curtir.

As crises de estresse fizeram você refletir sobre seu cotidiano?

Mudaram muitas coisas na minha vida. Hoje, priorizo muito o meu bem-estar em casa. Chegar até as 21h30 em casa pra dormir cedo. Acho fundamental jantar com o marido e com a família para não se tornar aquela coisa fria. Alimentação, bom sono e o pensamento positivo. Acabo trabalhando demais porque amo o que eu faço. Eu era muito perfeccionista e acabava me estressando mais do que devia. Tenho que delegar o trabalho e em 2009 vou colocar isso em prática e também ser o mais positiva possível. Quero abrir mais espaço para possibilidades diferentes. Não penso mais 'será?', penso 'vai dar certo'. E realmente está funcionando. Voltei das férias de forma intensa com campanhas, programa ao vivo, eventos e reuniões de novas coleções. Tava com saudades desse corre-corre.

O que realmente mudou em sua rotina?
Meu dia começava às 6 da manhã e terminava meia-noite. Agora, termina às 20h. Em 2008 eu abandonei a academia. Agora eu voltei a malhar de novo. Por enquanto estou correndo e caminhando. Também estou com uma dieta mais saudável. Vou seguir as ordens dos meus médicos, comer a cada 3 horas e tudo isso que o povo fala. Em um mês já me sinto mais disposta e dormindo melhor. Trabalho só é perfeito quando se tem saúde. Vou fazer 28 anos em março, não existe mais aquela velocidade do metabolismo. Agora demora uns 6 meses para aparecer aquele risquinho no abdômen que você queria tanto.

E os planos para ser mamãe?
Vontade de aumentar a família com certeza existe. E, quando isso acontecer, quero dedicar mais tempo a ela. Eu não quero ter um filho pra vê-lo só à noite, quando ele estiver dormindo. Pra mim família é tudo. Quando chegar o filho, quero viver a maternidade de forma integral e não esporádica. Prefiro não determinar um ano ou um dia certo. Já ouvi histórias de mulheres que marcaram datas e nada aconteceu. Vou deixar acontecer, quando rolar vai ser incrível. Não vou ficar premeditando muito.

Até porque você ainda tem 27 anos, certo?
Acho que atualmente você pode se dar o luxo de esperar mais da vida profissional.
Quero tentar melhorar sempre, este é o meu objetivo.

Suas marcas têm trazido muito dinheiro ou só trabalho?
Todo trabalho sempre tem uma remuneração. Meus óculos são vendidos pelo mundo todo. E vou a Portugal para fazer reuniões com um grupo que acredita na minha marca e avaliar as possibilidades de abrir lojas com o meu nome em Portugal, França e Itália. Os meus concorrentes são marcas importantes como Empório Armani e Salvatore Ferragamo. Não levarei só óculos pra lá, vou levar todos os produtos. E hoje, como eu vendo aqui no Brasil bem em lojas multimarcas, preciso pensar muito pra não prejudicar o pessoal que compra os meus produtos para revender.

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